KD Lang
KD Lang nasceu em Alberta, Canadá. Ainda no colégio, teve o seu primeiro contacto com Patsy Cline, uma das cantoras mais consagradas da música country nos anos 60, que levou Lang a formar um grupo, em 1983, denominado por The Re-Clines, no qual era vocalista. Um tributo a Patsy Cline. O primeiro registo discográfico da banda de Lang foi "Friday Dance Promenade", que recebeu algumas críticas positivas.
No ano seguinte surgiu "Truly Western Experience", um álbum que mereceu grande atenção por parte do público canadiano, e em 1985, a cantora foi considerada a "Vocalista Feminina Mais Promissora" dos Juno Awards.
Mas é no início de 1986 que começa a sua carreira a solo. Lang grava o seu primeiro trabalho discográfico enraizado na música country com o título "Angel With A Lariat" lançado no final do ano. Um registo que gerou alguma controvérsia em relação à música country tradicional. No entanto, os especialistas da música rock teceram críticas favoráveis.
O ano de 1987 foi marcado por "Crying", tema cantado por Lang e Roy Orbison e que fez parte da banda sonora do filme "Hiding Out".
O segundo álbum da canadiana chama-se "Shadowland", de 1988, do qual foi extraído o single "I'm Down To My Last Cigarette". O disco esteve no Top 40 e ficou como uma referência para a moderna música country.
O público americano ficou rendido à voz de Lang, em 1989, quando a cantora lançou o álbum "Absolute Torch and Twang", que lhe valeu um Grammy na categoria feminina de "Best Country Vocal Performance". O tema "Full Moon Of Love" este no 25.º lugar do Top no verão do mesmo ano.
Mas antes do seu quarto álbum, KD Lang confessou-se lésbica numa entrevista na "The Advocate", facto que assombrou a sua carreira a solo.
Três anos depois, Lang voltou ao mundo da música com "Ingenue". Uma aposta na música pop que deu a Lang um público novo e de onde saíu o single "Constant Craving" incluído no Top 40. Deste registo, resultou a distinção de "Best Pop Vocal Performance" na categoria feminina dos Grammy Awards. O álbum foi platina na América, Grã-Bretanha e Austrália e dupla platina no Canadá.
O registo "Even Cowgirls Get The Blues", datado de 1993, tratou-se de uma adaptação com o mesmo nome, de Tom Robbins, com uma importante componente instrumental para o filme homónimo de Gus Van Zant.
"All You Can Eat", lançado em 1995, continuou na linha pop, abandonando qualquer traço da música country. Todavia, o álbum não contou com grande aceitação por parte do público de "Ingenue", apesar do sucesso moderado.
As ofertas de Lang continuaram com "Drag", de 1997, e "Invincible Summer", de 2000.
Em 2001, a cantora canadiana surge com um novo registo discográfico "Live By Request". Um álbum ao vivo que tenta resumir a sua carreira a solo.
Numa discografia extensa que não tem parado de engrossar, o último tomo de originais, "Sing It Loud" (de 2011), mantém a cantora fiel às raízes country, mesmo que com uma abordagem mais pop.

Patrícia Saraiva